08/04/2013

ASTROLOGIA, NUMEROLOGIA E O MINGAU NA CABEÇA


Outro dia vi um desses compartilhamentos de Facebook atribuindo a Paulo Francis a citação “quem acredita em astrologia só pode ter mingau na cabeça”, ou algo assim. A frase não me ofendeu em nada. Primeiro, porque eu não acredito em astrologia, assim como não acredito na medicina. Não sou um homem de fé. Fé é uma coisa complicada, que geralmente leva a desastres psíquicos, espirituais e sociais. Tenho minhas ressalvas contra a fé. Procuro acreditar apenas naquilo em que acho que devo acreditar para fins de criação mental (ou seja, para projetar o futuro desejado através de formas-pensamento que abram caminho para atitudes concretas). Mas, para não cair em mistificações, evito acreditar em coisas externas a mim. O que não significa necessariamente desacreditar — sou agnóstico, afinal — e sim que nada funciona comigo que dependa de fé cega. Naturalmente tenho cá minha simpatias e antipatias, mas procuro ficar atento para não afetar meu julgamento favorecendo aquilo com que simpatizo, e nem desfavorecendo aquilo com que antipatizo. Como era de se esperar, raramente tenho sucesso nesse projeto que poderia ser batizado de Imparcialidade Radical, mas vamos em frente.
Voltando à frase atribuída a Paulo Francis, ela não me ofendeu enquanto estudioso e praticante de numerologia, tarô e ocultismo em geral, mas serve de estopim para uma discussão sobre até que ponto utilizar técnicas não-científicas (no sentido cartesiano do termo) implica negar a ciência ou afirmar superstições. A citação se desqualifica já de cara ao ser atribuída a uma criatura execrável como Paulo Francis. Não ficarei surpreso se ele for de fato autor da frase. Mingau na cabeça tem quem acredita em Paulo Francis, porque né? Trata-se de um dos jornalistas mais caluniadores de que se tem notícia no “grande” jornalismo brasileiro — jornalismo esse que diminui de tamanho sempre que alguém o relaciona a um marrom como Francis, sujeito que, além de grosseiro, faltava tanto com a verdade que se acreditava relevante. Quer saber uma das várias razões de eu ter Francis em tão baixa conta? É só dar um Google “Paulo Francis” + “Tônia Carrero” para ter um indigesto tira-gosto.
Bem, acho razoável concluir que é necessário ter mingau na cabeça para acreditar em qualquer coisa que não ofereça motivos concretos para que nela se acredite, e acreditar no que se  comprova na prática é constatação, não crença. É possível crer em algo real ou em algo irreal — é possível acreditar em fantasias. Mas vamos combinar que constatar significa, de acordo com o dicionário, “determinar ou confirmar a veracidade de (fato, afirmação etc.); averiguar, testificar”.
Então posso dizer que eu não acredito em astrologia. Não acredito em numerologia, não acredito em tarô. Não acredito em voar de avião. Aliás, acho inacreditável voar de avião. Mas a gente voa de avião, é fato, ainda que inacreditável. Da mesma forma, a astrologia funciona. A numerologia funciona. E o tarô também. Claro que funcionar pode ser subjetivo. Funciona para quê? Funciona para apontar questões, para sugerir maneiras e facilitar o autoconhecimento. Achou muito vago para ter alguma relação com motivos concretos? É, então vou dar um exemplo real e recente.
Sou carioca, morei no Rio quando bebê, quando adolescente e a partir dos 31 anos  (estou com quarenta e quatro, apesar de agora ver nas redes sociais sujeitos que costumavam ser dez anos mais velhos jurando não ter mais de 38 com suas caras de empada de botox). Morei também em Teresina, passei duas temporadas longas em Nova York e acabo de me mudar para Teresópolis, cidade da serra fluminense. Eu jamais gostei do Rio de Janeiro, jamais me adaptei ao espírito da cidade por “n” razões que não vamos discutir agora. A verdade é que a cidade me fazia mal, mas eu acabava “tendo” que morar nela, pois sou casado, e o Alessandro sempre trabalhou no Rio. Por razões que também não interessam a este post, finalmente resolvi que havia chegado a hora de subir a serra, e Alessandro concordou. O impulso que eu sentia era forte, algo dentro de mim estava me empurrando para sair do Rio de Janeiro. Porque chega, né? Não dava mais para ficar destilando chororô de chorume ad infinitum, ficou fisicamente impossível aguentar meu desagrado para com a cidade maravilhosa, cheia de encantos mil na puta que pariu, que eu jamais os vi.  
E o que isso tem a ver com acreditar ou constatar whatever the hell about astrologia, numerologia etc.?
Bem, eu naturalmente consulto meu mapa numerológico  — tanto o mapa natal quanto o mapa anual, que se faz voltado para um ano em questão. E também jogo tarô. Desde agosto do ano passado (2012) estou vivendo um ano pessoal 6, que se estenderá até agosto deste ano (2013). O ano pessoal 6 sugere o surgimento de questões familiares (no comments), questões de saúde relacionadas a fundo emocional/psicossomático (de setembro do ano passado a janeiro deste ano ressurgiram alergias e asma que eu não tinha desde criança — já devidamente controladas, thank you very much, e seguramente despertadas por fatores psicológicos) e questões relativas à moradia (eu estava me sentindo sufocado no imóvel e na cidade em que  morava, e durante o ano 6 me mudei para outra cidade).
Antes disso, vivi um ano 5, que implica uma série de coisas que são particulares demais para comentar aqui, mas confirmam o simbolismo do número. E isso acontece sempre, os acontecimentos parecem evoluir em sincronia com a evolução do meu mapa numerológico. E acho que é exatamente isso que faz o mapa numerológico (ou astrológico): reflete quem somos e o que nos ocorre. Estudar o mapa ajuda a compreender o momento evolutivo de cada um e suas interações com o ambiente e outras pessoas e seres.
Meu próximo ano será regido pelo número 7, e neste aspecto estou interagindo com meu mapa, “jogando” com ele, pois Teresópolis é uma cidade que combina com muitos aspectos do simbolismo de 7. Aqui posso me concentrar mais em minhas criações musicais e literárias, em minhas traduções, e mesmo assim estou a menos de duas horas do Rio e do aeroporto internacional  — não muito diferente de quando eu morava em Niterói, tirando o fato de Niterói ser uma cidade insuportável e Teresópolis ser basicamente encantadora para o meu pessoal e intransferível gosto.
Mas ainda quero falar sobre o tarô. Quando surgiu a ideia de me mudar, fiz um jogo para saber como seria uma eventual mudança para Teresópolis. Não vou entrar em detalhes de quais cartas saíram, mas a mensagem era clara: eu devia mudar, seria bom mudar, mas a mudança em si seria dispendiosa e problemática, ainda que não trágica. A mudança em si traria problemas.
Meu lado catastrofista entrou em ação e imaginei males mil, que felizmente não se concretizaram. Mas vários pequenos transtornos ocorreram, como a luz ser cortada por engano da ínfima Ampla (companhia de eletricidade — já estava paga — e eu descobrir isto ao fazer a primeira parte da mudança, em um domingo, quando vim para cá de carro com os gatos, enquanto a mudança toda ficou no Rio para seguir com a transportadora e Alessandro na segunda-feira. Só que não seguiu. A transportadora pisou em variadas bolas, nem vale a pena me deter no assunto. O fato é que a mudança chegou no final da tarde de terça-feira, e houve todo um estresse no sentido de rediscutir o preço do serviço, já que um contrato havia sido assinado e a parte deles não fora cumprida a contento.
Ah, mas isso pode acontecer em qualquer mudança, você pode estar pensando. É verdade. Mas eu já mudei de casa quase duas dezenas de vezes na vida e jamais vi nada tão caótico (ainda que não trágico) quanto minha mudança para Teresópolis. E antes as cartas sempre indicavam mudanças tranquilas (e tranquilas elas foram). Até o momento em que indicaram uma mudança conturbada, ainda que sem grandes sequelas — e foi isso que aconteceu. Para mim, este conjunto de exemplos que estou apresentando se traduz como provas concretas. São coisas vivenciadas, não são teorias e nem histórias que ouvi dizer. E não importa como funciona, ou por quê funciona, ao menos não no momento. Em algum ponto da jornada humana, será possível conhecer os mecanismos que estão em ação em processos como os da numerologia, da astrologia e do tarô. Assim como já é possível compreender tanta coisa considerada inatingivelmente arcana até dois, três anos atrás.
Em suma: acreditar em técnicas esotéricas não implica necessariamente ser um “esquisotérico” (aquele bobo que acredita em fadinhas e duendes comprados no Mundo Verde, ou então aquela debilóide que diz “sou meia bruxa”.). Acreditar nessas técnicas pode implicar tão somente utilizá-las com sucesso, não depositar nelas e inventar motivos para justificá-las. Da mesma forma como se utiliza a medicina, que está sempre negando a si própria e se reconstruindo e reinventando.
O que aliás me leva a outro assunto a ser tratado em outro post: o conhecimento esotérico precisa de mais reinvenção e menos tradição.


Johann Heyss, 8 de abril de 2013

20/02/2013

Os números e seus cristais correspondentes



 Através das analogias entendemos a lógica da sincronicidade — ou lógica “acausal”. Os números podem ser associados a qualquer coisa ou ser para ilustrar e enfatizar esta lógica. Neste post vamos associar cristais, pedras preciosas ou semi-preciosas aos números elementares e mestres — ou seja, os números de 1 a 9, mais 11 e 22.
   Observe que cada um de nós tem vários números no mapa; somos compostos por elementos diferentes cuja mistura única nos torna quem somos. Portanto, um determinado cristal pode representar um aspecto da nossa personalidade, outro pode representar um aspecto do nosso destino, e assim por diante. Cada personalidade é um mapa de números, ou um mapa de cristais, ou um mapa de astros...
   Para calcular os principais números de sua personalidade, clique aqui. Para calcular os números principais do destino, clique aqui.

NÚMERO 1
Cristais ou pedras: 
Âmbar ...................
Citrino ...................
Pedra do Sol ...............
Topázio Imperial .............

Vulfenita ...................
Todas as pedras de tons entre o amarela e laranja e certos tons dourados de marrom são relacionadas ao número 1 e sua energia solar. O âmbar (que é na verdade uma resina) e o citrino apresentam uma tonalidade de amarelo mais escuro, ao passo que a pedra do sol e o topázio exibem um amarelo mais claro e cintilante. Já a vulfenita irradia um amarelo sanguíneo, e é indicada para auxiliar a impulsionar Personalidades 1 que estejam hesitantes por alguma razão.

NÚMERO 2
Cristais ou pedras:  
Água marinha ................
Opala ...................
Pedra da Lua  ...............
Crisocola ...................
A água-marinha, cujo nome explica a própria natureza vibratória, é a pedra ideal para representar o número 2. O mesmo vale para a pedra da lua, que se conecta com o aspecto lunar/feminino do número. A crisocola também é conhecida na literatura esotérica por agir no âmbito do feminino, o que evidentemente não impede seu uso por homens -- todos nós precisamos ter o equilíbrio de nossas polaridades yang/yin, que estão presentes nas duas polaridades/sexos e suas variações.

NÚMERO 3
Cristais ou pedras: 
Turquesa ...................
Esmeralda  ...................
Turmalina verde ............... 
Aventurina ...................
A turquesa é uma pedra de tom azul-esverdeado claro, que facilita a comunicação e a objetividade na expressão das idéias e emoções. A esmeralda é uma pedra de tom verde vivo, especialmente se lapidada, e atua como fonte de revitalização do corpo físico. A turmalina verde funciona como amplificadora de qualquer outra pedra no tratamento de enfermidades em geral. A aventurina, pedra de um verde opaco, é usada como amuleto.

NÚMERO 4
Cristais ou pedras: 
Granada ...................
Ônix negro ...................
Quartzo olho-de-tigre ..........
A granada é uma pedra cujo tom escuro de vermelho lembra certos tipos de terra. É uma pedra que auxilia a pessoa a se estabilizar, atuando no chacra básico. As mesmas funções são atribuídas ao ônix, de cor negra. O quartzo olho-de-tigre promove uma conexão entre os chacras básico e solar, o que se reflete em sua coloração amarelo-escura trespassada por listras marrons. É também uma pedra que auxilia na organização.

NÚMERO 5
Cristais ou pedras: 
Rodocrosita .................
Hematita ...................
Cobaltocalcita ................
De um vermelho suave e tingida com partes brancas, a rodocrosita é uma pedra que representa o amor em seu sentido mais pleno e desapegado. A hematita, por sua qualidade de promover transformações e proteger de contaminações e purificar o sangue, é indicada para Personalidades 5, seja no anel, no cordão, ou mesmo no bolso, na bolsa... Já a cobaltocalcita, de cor rosa gritante, evoca amor erótico e romântico, duas qualidades não necessariamente conectadas em condições normais.

NÚMERO 6
Cristais ou pedras: 
Celestita ...................
Turmalina Melancia ..............
Dioptásio ...................
A turmalina melancia é verde e rosa, misturando assim as propriedades de curar e amar, o que a faz a pedra típica do número 6. A celestita é uma pedra que funciona, simbolicamente, para fazer a ponte entre o ego e o espírito, enquanto o dioptásio é indicado para dissolver rancores e estimular o bom funcionamento do coração.

NÚMERO 7
Cristais ou pedras: 
Ametista ...................
Sugilita ...................
Lápis-Lazúli ................
A ametista é a pedra da magia e do ocultismo por excelência e tradição, daí sua relação com o número 7. É tida como uma pedra que facilita a introspecção; e o mesmo se diz da sugilita, outra pedra de cor violeta que estimula o sétimo chacra. O lápis-lazúli é desde a antiguidade usado para potencializar o estudo e aguçar os poderes mentais.

NÚMERO 8
Cristais ou pedras:   
Cristal de Enxofre ............... 
Gochenita  ...................
Crocoíta ...................
O cristal de enxofre é usado para a eliminação de resíduos, sendo indicado para a função do 8 de movimentar a matéria. A gochenita por sua vez tem a função de, com sua transparência, deixar a verdade fluir, tendo as qualidades do número 8 como instrumento -- justiça, honestidade, documentos etc.. A crocoíta representa o magma, a essência da riqueza da terra, e intensifica a ação telúrica nas pessoas.

NÚMERO 9
Cristais ou pedras: 
Calcita ...................
Amazonita .................
A amazonita dissolve as tensões típicas da Personalidade 9, levando ao mesmo tempo a uma flexibilização da expressão, o que contribui para que a mensagem chegue a mais ouvintes. A calcita pode ser encontrada em variadas cores entre tons amarelados, rosados, prateados, o que reflete a multiplicidade de personalidades contidas na Personalidade 9.

NÚMERO 11
Cristais ou pedras: 
Obsidiana ...................
Azurita ...................
Apofilita ...................
A apofilita, que facilita o contato com energias e entidades mais etéreas, elevadas e abstratas, estimula o lado mais suave da Personalidade 11, ao passo que a obsidiana revela, e de maneira crua, as verdades ocultas – sejam elas dolorosas ou não.  A azurita é uma pedra azul-escura e brilhante que ajuda a focalizar e sintonizar os pensamentos, o que pode ser necessário para uma antena parabólica como o 11.

NÚMERO 22
Cristais ou pedras: 
Cianita ...................
Diamante ...................
A transparente cianita tem por função fazer a ponte entre a mente racional e os planos superiores. O diamante é raro, translúcido, representando a alma burilada e lapidada pelo amadurecimento e pelo exercício da Verdadeira Vontade. O diamante quebra as dualidades.

Copyright 2013 Johann Heyss. Todos os direitos reservados.

06/01/2013

O Jogo das Onze Cartas



Este método de leitura das cartas de tarô foi desenvolvido por mim a partir do simbolismo numerológico. Cada posição é nomeada de acordo com um número, e cada carta deverá ser interpretada de acordo com o simbolismo do número que rege a posição que ela ocupa. 

Apesar do nome, o método permite usar 11 ou 22 arcanos. Usar 11 arcanos implica usar Arcanos Maiores e Arcanos Menores misturados; mas quem optar por usar 22 arcanos separará os Arcanos Maiores dos Menores e tirará um de cada para cada posição, que terá assim um Arcano Maior e outro Menor. 

Em uma tiragem com 11 cartas, o surgimento de um Arcano Maior representa um chamado para que se preste atenção especial na área representada pela posição que o arcano ocupa. Em uma tiragem com 11 Arcanos Maiores e 11 Arcanos Menores, os Maiores expressam a natureza profunda da questão tratada na posição ocupada pelo arcano, enquanto os Arcanos Menores indicam a manifestação prática, material e superficial da questão apontada pelo Arcano Maior.

As cartas devem ser dispostas da seguinte maneira:


Posição  0 – O futuro próximo. Algo que está sendo gerado, saiba-se ou não.

Posição 1  O consulente, o ego, a situação presente.

Posição 2A vida afetiva, o casal, a dupla, a parceria.

Posição 3  Filhos, amigos, comunicação.

Posição 4O que é estável, tradicional, imutável. Obstáculos.

Posição 5O que é instável, os prazeres e diversões. As surpresas e novidades.

Posição 6  A família, o equilíbrio, a diplomacia. Grupos. Sociedade.

Posição 7  Estudos, a alma, a religião, a magia, o conhecimento. Mente, sabedoria.

Posição 8  Dinheiro, o karma, as leis. Saúde, documentos, oficializações.

Posição 9  O resultado do processo, a síntese.

Posição 10  Conselho.



Copyright (c) Johann Heyss, 2000
Originalmente publicado em "O Tarô de Thoth" (Ed. Nova Era). Atualmente o livro está fora de catálogo, mas está sendo preparada versão revista e aumentada.


15/08/2012

Palestra sobre o Oráculo dos Números

Acabo de subir para o You Tube o vídeo de mais de uma hora de palestra sobre o Oráculo dos Números realizada no Portal 11:11, no Rio de Janeiro, em agosto de 2012.


31/07/2012

Initiation into Numerology at the Kindle Store


My first published book is now my first published e-book, too. "Initiation into Numerology" is available for download at the Kindle Store.


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23/07/2012

Autobiografia em números Parte II / A tríade da personalidade




A numerologia é um sistema experimental de autoconhecimento que toma por base arquétipos e sincronicidade. Logo, é um sistema acausal e não uma ciência, tampouco coincidência. Tendo a internet à disposição, não preciso desviar do objetivo real deste post e dos seguintes -- oferecer uma demonstração prática e pessoal de interpretação do mapa numerológico natal -- para me aprofundar em definições de acausalidade e arquétipos que são, contudo, essenciais para o entendimento da sincronicidade. Portanto recomendo enfaticamente pesquisar a sincronicidade, conceito desenvolvido pelo psicólogo suíço Carl Gustav Jung; isto facilitará a compreensão do funcionamento de um estudo numerológico.

Também não vou entrar em detalhes sobre os cálculos, que podem ser encontrados em posts anteriores neste blog e nos dois livros que publiquei sobre o assunto. O objetivo é interpretar os números.

Vale lembrar que o nome original de registro é o nome a ser usado para os cálculos. Nomes artísticos, modificados, nomes de casada(o); nada disso deve ser levado em conta para o cálculo numerológico. Sendo assim, usei meu nome de registro completo para os cálculos.

A primeira pergunta ao se analisar um mapa é: QUEM é esta pessoa? Naturalmente, uma pessoa é sempre algo complexo, de modo que não se pode responder com poucas palavras sem cair em reducionismo. Por outro lado, é possível sintetizar a essência de alguém em algumas palavras ou frases. Para este fim, analisamos primeiramente a Tríade da Personalidade numerológica: o Interior, o Exterior e a Síntese, mais seus respectivos desafios. No post Alguns cálculos básicos de numerologia, aqui mesmo no blog, explico o que representam e como calcular estas posições do mapa numerológico.

No meu caso, os resultados foram os seguintes:

Interior 35/8 - desafio 4

Exterior 50/5 - desafio 2

Síntese 85/13/4 - desafio 6


Onde me vejo nestes números? Na solidez receptiva, materialista e lenta de meu lado emocional e de minha personalidade mais profunda, que é o que o Interior representa. O Interior é o lado interno da personalidade do indivíduo, aquilo que percebem apenas as pessoas mais próximas. A lentidão e lealdade do Oito por um lado me trazem inclinação a relações longas e estáveis; por outro lado já me levaram a manter apegos exagerados e desnecessários (o que encontra eco na minha Lua em Câncer). O materialismo deste número não faz de mim um pão-duro (há controvérsias) e sim alguém muito atento aos aspectos práticos da existências. Além disso, meu senso de ética é ferrenho e, para alguns, radical. Não poupo amigos próximos e nem familiares e nem a mim mesmo do meu senso de justiça. Acredito que a lei é para todos, como diria Crowley. O resultado é que as pessoas mais próximas de mim costumam ter
 elevado senso de ética -- o que não tem nada a ver com concordar necessariamente com meus pontos de vista.

Após observar o Oito no Interior, é preciso considerar sua origem, os números que o formaram, neste caso, 35. Ambos números comunicativos, joviais e vibrantes, representam meu lado bobo e brincalhão, o qual, resultando na visão grosseiramente pragmática do Oito, se manifestam na forma do meu senso humor ácido e nem sempre bem compreendido ou recebido. Não que eu ligue.

O desafio Quatro indica minha dificuldade em aceitar limitações, sobretudo as que eu próprio me imponho. Sendo 4 o mesmo número da minha Síntese, isto evidencia uma dificuldade de lidar com traços definitivos de meu caráter. Reconheço isto no meu horror a conservadorismos, hierarquias e caretices de todo tipo, ao mesmo tempo em que me reservo o direito de não me jogar totalmente em nada que eu não conheça -- ou ache que conheça -- direito antes.

A manifestação do Exterior Cinco em minha personalidade é bem fácil de identificar. Meu visual sempre exótico e fora dos padrões cria uma imagem de "louco", irreverente e rebelde que, se por um lado reflete aspectos indiscutíveis da minha personalidade, por outro lado mascara alguns aspectos bastante conservadores de quem tem Interior Oito e Síntese Quatro. Não me encaixo, na verdade, nem no perfil de um conservador, nem no de um anarquista. Sempre estou à esquerda da direita, à direita da esquerda; e radical demais para o centro, e equilibrado demais para ser realmente radical. Nunca me identifiquei com os arquétipos culturais brasileiros, mas obviamente não me identifico de verdade com culturas nas quais não fui criado, o que faz de mim um transnacional, termo que me agrada mais do que apátrida.

O número 5 trasmite uma imagem sexual, aventureira, mutável, impulsiva, impaciente e abusada, e muitas pessoas confirmam que tiveram (para o bem e para o mal) este tipo de impressão ao me conhecer superficialmente, mas quem me conhece de verdade sabe que, apesar de tudo isso corresponder de fato a muitas coisas que digo e faço, o como e o porquê dessas características remetem a raízes e princípios profundos que não estão dentro da esfera de correspondência do arquétipo do número 5.

A origem 50 não modifica em nada a essência do Exterior Cinco. O número 0 funciona como solvente e ampliador. Já o Desafio Dois sugere uma dificuldade de ceder no plano social/profissional, de se dobrar quando preciso. Bem, alguns me chamam de íntegro por causa disso, outros de intransigente, mas o fato é que só faço o que quero, e não me dobro a nenhuma convenção social que não aceite apenas para me adequar à cultura ou status quo. O Desafio Dois sugere tendência à arrogância (por falta de humildade). Bem, que seja. Não gosto de cultivar uma imagem arrogante e nem acho bonita a arrogância, mas se não abrir mão dos próprios gostos e princípios é ser arrogante em nossa sociedade, que seja. Prefiro desagradar aos outros do que a mim mesmo.

A Síntese Quatro, originando-se de 13, e de 85, indica um sujeito de temperamento estável, confiável, esforçado, paciente, às vezes até simplório e limitado, do tipo que custa a sair do sério, mas quando sai, explode violentamente. Esta síntese simplesmente nega e contradiz o Exterior Cinco, ao mesmo tempo em que endossa (mas reduz) o Interior Oito. E agora? É complexo, e não por ser o meu mapa e eu querer lhe imprimir charmosa complexidade; não. A complexidade é a combinação de temperos da receita que resulta em uma personalidade humana, sempre única e pessoal. Sim, é uma contradição. E, sim, eu tenho estes dois lados. Posso ser rápido, moderno e ousado, mas também posso ser lento, cafona e covarde. Contudo, apesar de ser um arquétipo mais fraco na composição da Tríade da Personalidade (considerando-se que os números 8 e 4 são pares, estáveis e conservadores, e o número 5 ímpar, mutável e transgressor), o arquétipo do número 5 acaba sendo mais desejável para mim por causa dos desafios da personalidade. O Desafio Seis na síntese reforça minha dificuldade com tradições, família, sociedade, conservadorismo, diplomacia, valores análogos aos dos arquétipos dos números 4 e 2, que aparecem respectivamente como Desafios do Interior e do Exterior.


É importante registrar que, apesar de a maioria dos mapas registrar contradições que se refletem nas personalidades humanas, há mapas que descrevem personalidades monocromáticas. Pessoas assim existem.

A interpretação de um mapa não se esgota aqui. Estamos apenas começando. Comentários e dúvidas são sempre bem-vindos, mas vale deixar claro que, por motivos óbvios e ululantes, não farei nenhum cálculo nem interpretação para o mapa de ninguém através deste blog. Muito de vez em quando atendo a solicitações de leitura de mapas, mas quando ocorre (não é minha principal atividade), é, naturalmente, um serviço pago.

A leitura/interpretação de um mapa numerológico (ou astrológico etc.) é uma forma de tradução. Jamais implica relação direta com nenhum tipo de religião -- eu sou bastante crítico de religiões em geral, e se houvesse alguma relação necessária entre numerologia e religião, eu não estaria aqui escrevendo isto. Tampouco a numerologia implica nenhum tipo de espiritualidade ou misticismo. Ao menos não especialmente. Aquele que é verdadeiramente espiritualista ou místico vive sua crença/filosofia o tempo todo, em todas as atividades do dia, seja ele médico, lixeiro, artista, advogado ou... numerólogo, astrólogo, tarólogo.

Obrigado pela leitura e até o próximo post.

Texto de Johann Heyss. Não reproduza sem mencionar o autor e o blog.

Ilustração de Josh Adamski.

16/07/2012

Autobiografia em números / I - Preâmbulo: Por que diabos eu fui me meter com numerologia?


Inicio agora uma série de posts nos quais analisarei meu próprio mapa numerológico em forma de autobiografia. O objetivo é demonstrar o mapa numerológico de forma viva, pessoal e verdadeira. Dúvidas e questionamentos serão sempre bem vindos. Alguns nomes de pessoas que passaram pela minha vida serão trocados para preservar suas identidades.


I - Preâmbulo: Por que diabos eu fui me meter com numerologia?


Esse negócio de ser “esotérico” (cof, cof) não combina comigo. Sou rebelde, desbocado, irritadiço e outras coisas mais que não combinam com o arquétipo de guru da nova era, terapeuta alternativo, conselheiro espiritual ou coisa que o valha. Minhas ocupações por vocação e alma são a música e a literatura, e a tradução literária por vocação e prática. Mesmo assim, acabei enveredando por exatos dez anos pela prática profissional de análises numerólogicas e leituras de tarô.

Mas por que diabos eu fui me meter com numerologia?

Tudo começou através da música. Em 1985 comprei o disco “Remota Batucada”, da compositora May East, que trazia melodias de sonoridades orientais e exóticas com letras cheias de referências a seres elementais, magia e dimensões paralelas. Com esses temas na cabeça, um dia parei em uma daquelas feiras de livros que de vez em quando acontecem na Cinelândia e vi um livro chamado “Magia Egípcia”, de E. A. Wallis Budge. Curioso, comprei.

E aí surgiu uma coleção de banca de jornal, daquelas cujos fascículos saem toda semana e depois você encaderna e transforma em uma enciclopédia ou algo assim. Acho que nem existe mais esse tipo de coisa no século XXI, sei lá. Bem, a tal coleção se chamava “A Sua Sorte” e apresentava vários tipos de oráculos e sistemas divinatórios e esotéricos: tarô, astrologia, i-ching, numerologia, runas, entre outros.

O i-ching e a numerologia me impressionaram mais, apesar de minha inicial decepção com ambos. É que ambos me disseram o que eu não queria ouvir. O i-ching eu consultei querendo saber das minhas chances de conquistar uma menina linda com cabelo de ninho de rato chamada Mariana. Chance zero, de acordo com o hexagrama resultante, nem lembro qual. Mas era verdade: com certeza eu (gorducho, andrógino e esquisito) não teria condições de conquistar uma das meninas mais lindas da escola. Não quero tripudiar, mas ela era burríssima, apesar de boa gente. Enfim, o i-ching me respondeu com um hexagrama bastante desanimador que deixava claro que minha chance era zero. Puto da vida, joguei de novo aqueles “dadinhos” insolentes que ousaram me dar a resposta “errada”. Aí veio o tapão na venta: Hexagrama 4, A Insensatez Juvenil, cujo texto se encerra com o seguinte recado: “O oráculo responde a cada pergunta apenas e somente uma vez. Insistir é ser inoportuno”. Cataploft!

Senti que alguma coisa tinha naquilo. Alguma inteligência, força, o que fosse. Algo. Fiquei intrigado.

Na numerologia o que me impressionou foi a perfeita coerência entre os números encontrados nos cálculos e as personalidades analisadas em questão. A coisa foi crescendo naturalmente, de modo que comecei a fazer mapas numerológicos de familiares, amigos, tudo com a intenção de pesquisar e aprender, mas aí o boca-a-boca começou a rolar. Logo me vi recebendo pedidos de consultas do amigo do vizinho do afilhado da professora de um conhecido de minha tia, e naturalmente disse que não rolava, e que não ia fazer. Mas os pedidos continuaram, e me oferecendo pagamento. Então pensei, por que não? E assim comecei o período de uma década durante o qual atendi como numerólogo e tarólogo. Parece até que foi uma encarnação passada de tão distante essa época é para mim.

E o que a numerologia disse que eu não queria ouvir? Basicamente que meu caminho do destino 25/7 implicaria uma vida de gauche: uma vida solitária, isolada, diferente, peculiar, introspectiva. Quando li isto aos 16 anos de idade, imaginei minha vida como sendo uma vida de velho, chata, burocrática, mas não foi/é nada disso. Hoje sei que sou gauche mesmo, sou solitário (embora geralmente acompanhado), individualista e introspectivo, mas vejo essas coisas agora pelo lado bom. Eu não gosto mesmo de estar em meio a muita gente, multidões etc., e meus trabalhos todos dependem de introspecção e abstração, características típicas de uma vida marcada pelo número 7. Veremos as posições do meu mapa uma a uma nos posts seguintes.

E foi assim que comecei minha perene relação com a numerologia (e o tarô, a magia e tudo mais).

No próximo post começo a análise propriamente dita de minha biografia à luz do mapa numerológico. Até lá!




Texto de Johann Heyss. Não reproduza sem mencionar o autor e o blog.

10/05/2012

ALEISTER CROWLEY'S NUMEROLOGY CHART - Complete analysis

Every student of the occult knows Aleister Crowley, no matter the impression, good or bad, he may cause. For that reason, and also because his life was quite well documented, I thought his chart would give good example.

ALEISTER CROWLEY
(Magician, writer, alpinist)
Full original name: EDWARD ALEXANDER CROWLEY
Born in 12.10.1875 ¤ Dead in 01.12.1947



Esoteric Number 46/10/1 challenge 2

The first position to be analyzed in the chart is a portrait of one’s intimate personality. Starting the analysis of the chart by the Esoteric Number one can approach the foundation of one’s personality at once. It will be easier to understand all other information in the chart after studying such position.

In terms of intimate relationships, it seems he was a very dominant yet melancholic person. Because of such combination, his seductive qualities were more in terms of persuasion than of explicit authoritarianism. A paternalist guy, albeit a rough one. His name reveals a certain taste for challenges related to that domination game, as well as his tendency to take risks as a way of self-affirmation: Crowley was known as an excellent alpinist, yet he didn’t care too much about training and preparing himself to climb. He kind of wanted very much to climb and such will get him to face great mountains and actually succeed on climbing them, unlikely many of his expedition partners.


Exoteric Number 59/14/5 challenge 1

Crowley could not have another number to express his public persona but 14, a number of radical contradictions. It suggests someone with a “bad” reputation, regarded as strange due to a great dichotomy of personality, yet combining both respectable and eccentric traces. 14 is the “unbalanced” aspect of 5, that is, the one who finds balance through unbalance. Also the challenge emphasizes the difficulty of being respected by the society, for he always searched notoriety through Magick and arts, but happened to get famous as “the wickedest man in the world”, “the antichrist” and the like. Finally, 5 is a number of sexual magnetism, which is one of the most common associations regarding Crowley.


Synthesis 105/6 challenge 3

Crowley’s astrological sign was Libra, which is related to number 6. It confirms his taste for refined pleasures, his dandy side, as well as his emotional and passionate aspects. The challenge emphasizes the tendency to be misinterpreted: that challenge is exactly about the difficulty to speak his mind and make himself clear. That maybe explains why Crowley was so prolix, the needing to express himself. But the point about being misinterpreted is that Crowley expressed the concept of Magick as being any kind of ritual which objective was to get in touch with Adonai, the Holy Guardian Angel. He regarded any kind of practice which objective was not this one as black magic. Nevertheless, he was (and for many he still is) regarded as a black magician.

Number 6 also refers to his creative side: he was a great poet and writer, and also an artist (he had a naïf raving style of painting).


Path of destiny 1897/25/7

This is the path of the magician, of the one who isolates himself in his own world to understand the outer world. Number 25 represents the combination of sacred and profane in just one — the annihilation of Manichaeism.

The whole of Crowley’s path consisted in uniting God and Demon in only one, without any dichotomies or divisions whatsoever. People with number 7 as the mark of destiny can only find their real purpose in the world through books, studying, erudition, religion, metaphysics and this sort of things. Crowley was an expert in all that.

Choice 28/10/1 challenge 1

Here is the mark of the leader, as well as the dictator and the narcissist. However, 28 “justifies” number 1’s apparent authoritarianism, enhancing it with good intentions and motivation. Still, the challenge number 1 emphasizes the risk of getting trapped by the tricks of vanity.


2o. Choice 39/12/3 shadow 13/4

Beneath the spiritual leader was the artist and the teaser, a playful child. His hidden trace, his deeper and most troublesome aspect was the reality of death and transformation. Maybe his great purgation of this fear was to be the vehicle of a philosophy like Thelema, which one of the statements is “Death is the crown of all”.


Dharma 2002/4 . Karma 2060/8

The number of Dharma, which is one’s mission on Earth, denotes in Crowley’s case the cosmic function of working for something, the mission of learning how to work under pressure and restriction. He actually dedicated his entire life to a very difficult task: the fight for freedom of expression and all the implications within may be nowadays easier for a pop star, but not for a so-called wizard in Victorian England.

Concerning the karma, I would say that I have found often the number 8 as the karma of people who happen to acquire some wealth (he inherited a good amount of money from an aunt).


Essence 4 . Balance 9
The essence number 4 confirms Crowley’s rigidity and discipline, which allowed him to succeed in complicated yoga techniques such as asana and pranayama. It can also underline a certain morality of his own — which he had fought against so much: he knew his education gave him sense of discipline yet also a huge repression against which he blindly reacted throughout his life.

His balance comes in the form of great restlessness, the need to be always active and looking for something different, original, dramatic. His activities taming the astral worlds and as hunter and alpinist are reflects of this necessity of balancing himself through motion.


Stress Number 40/4 Heart Number 5
This combination suggests that in critical moments Crowley used to orient himself through rational thought, rather than emotions and intuition. Anyway, number 5 indicates great adaptability, a person capable of quick mutations. His acts reflected this apparent incoherence, which logic lies in the fact that Crowley tried to practice neutrality in terms of not regarding anything as simply “good” or “bad”.


Foundation 5 . Power of Will 4
The apparent contradiction is here repeated. The way Crowley started his own projects was very changeable and unpredictable, but still he used to fulfill them all. 5 means the diversity of interests and 4 the talent to turn them to concrete results — his several books on different subjects and styles, the study of ancient languages, literature, the sports he enjoyed playing, etc.



The Formation of Personality
one: 3 / two: — / three: 3

four: 3 / five: 7 / six: 2

seven: 1 / eight:- / nine: 3


The absence of number 2 indicates difficulty to fit in a very close and monogamist relationship, which is confirmed by Crowley’s extensive list of lovers and Magick partners. There is again the mark of a strong ego, since there are three numbers 1 but no number 2 at all.

The other absence in the graphic is number 8, denoting a problematic deal with money. That was true, for despite the money he inherited, he managed to spend it all in publishing his books, producing several forms of rituals, traveling, drinking, etc., and in the end of his life he was penniless.

Number 5 is the strongest presence, thus reflecting his high libido as well as his taste for sports and traveling, that is, motion.


Self: 6 — Couple: 12 — Others: 4
An inflamed ego, he had great capacity for partnerships, yet specifically in the case of groups and friends. On the other hand, his generosity was quite limited: he once wrote that to facilitate things for a person would be equivalent to offend such person, since everyone is God, then everyone have the natural inherent talent to solve problems.

Creativity: 8 — Impulse: 7 — Will: 7


There is a great amount of creativeness in his personality. That, combined to a strong character and a firm will, surely made him an obstinate man.

Unconscious: 7 subconscious: 22
Both numbers show how impregnated his mind was by the propulsion to climb the hill of the soul.

Regression: 1853/17/8
One may call it past lives reminiscence or genetic code memory, but number 17 as Crowley’s regression suggests an existence as a very objective person, who used to deal with laws, ceremonies, rites, papers, documents and the like. This position, as every other in the chart, requires careful study of the numbers involved and their localization in the chart to make sense. By the way, Crowley affirmed he was the reincarnation of notorious occultist Eliphas Levi.


Tarot Cards: The Lovers & 10 Wands
The 6th Trump reflects the two paths: Eve and Lilith, the right and the wrong. Both would lead to the same result. This arcane is also a symbol of the pleasure of falling in love. It is indeed a romantic glyph. By its turn, 10 Wands is a symbol of spiritual blockage — which was doubtless the biggest challenge in his life, to establish spiritual concepts.


Heredity: 38/11

His family name carries all the weight of 11, the number of Magick. That also explains his parents’ fanaticism — 11 is kind of fanatic, the difference is how to manage such excess of emphasis in a proper way.

First challenge: 2 / Second challenge 2: 20/2
The Karmic challenge: 18/9

The numbers 2 and 18, both related to the Moon, mark Crowley’s awkward relationships with women. His relationship with his mother wasn't nice either; while in his adult life he was constantly messing around and allegedly treated women not as romantically as he would write about them in some of his poetry.





Life Periods:
I. destiny 25/7 . cycle 10/1 . pinnacle 22
(From O to 29 years old)

Number 22 marks an environment where too much is demanded, and that especially for the first years. Only strong-minded people can live through such a pressure. The ambient indoors was also rough, although 10 suggests something positive about the father (when he died, Crowley lost the only reasonable sample of a family. He was in his pre-teen years and was then raised by an uncle, whom the young Edward Alexander detested).

The ambient was not pleasant, but 25 means mental resistance and number 1 represents physical force. When he left the family to study in Cambridge, at his 20’s, he was finally free to deal with 22 in the best way, in other words, fulfilling his higher ambitions. He was still living this period when he wrote Liber AL, his most important work.

II. destiny 25/7 . cycle 12/3 . pinnacle 1887/24/6(From 29 to 38 years old)

This period seems a bit confuse. After getting the annunciation of the New Era through channeling, he denied it. Crowley emphatically rejected Liber AL at first. However, even during such period he started to — perhaps unconsciously — promote the concept of Thelema and the New Aeon. That was a big sacrifice, not only of money, but also of his personal life, since he turned into an outcast. The persecution promoted by the press was intense. The number of the pinnacle can be interpreted as referring to his problematic affairs with women and men, but it surely also refers to the loss of his two daughters, Poupée and Lilith Jezebel Nuith. That was a period of intense suffering, as Crowley himself reported in his diaries.

III. destiny 25/7 . cycle 12/3 . pinnacle 1909/19/1(from 38 to 47 years old)

That was an uneasy period, not as difficult as the previous, but even more controversial. Number 19 denotes great confront with leaders and powerful people. That may be connected to Crowley’s expulsion of Italy by Mussolini, after Raul Loveday passed away during a ritual at the Abbey of Thelema in Sicily. That is just a single example, since one will find confrontations against established powers throughout Crowley’s biography, and especially in this period.

IV. destiny 25/7 . cycle 12/3 . pinnacle 1885/22(from 47 to 57 years old)

The external difficulties, mainly in the spiritual plane, are reflected in the course of 22. Nevertheless, there is great consecution in this same plane, due to the conjunction of 22 and 25. On the other hand, the tendency to some sort of sacrifice in personal issues was a long reality during the most of his adult life. In a sense, he was no longer the owner of his own life, for he decided to dedicate it to the aim of being the Antichrist (that is, his own concept of Anti-Christ) who would release people from religious ignorance. Still, Thelema is not against Jesus Christ at all. There are even some respectful dealing with Jesus as a myth, or deity, in Thelemic Initiations; the Antichrist then represents a threat only for the religions and people that betrayed and distorted Jesus' message: those are the ones who keep sacrificing Jesus, as much as Set sacrificed Osiris and had his son Horus (or Ra-Hoor-Khuit; or even the Antichrist, if you will) designated to avenge his father. However, Crowley had some material and social problems, but remained working to fulfill his mission just the same. Moreover, number 22 is probably an indicator of his troubles with heroin and alcohol addiction.
V. destiny 25/7 . cycle 21/3 . pinnacle 1885/22
(From 57 and forward)

The only difference between this period and the previous is the modification of the origin of 3 from 12 to 21. That made easier for him to deal with the pressures of Initiation and all his activities, for the perspective of 21 is more global then that of 12, which happens to be a restricted number.
The Path of Life

date        *     age   *     transit of letters   *  essence  *   personal year
12.10.1875           00           E   *   A   *   C       09         25/7
12.10.1876           01           E   *   L   *   C       11         26/8
12.10.1877           02           E   *   L   *   C       11         27/9
12.10.1878           03           E   *   L   *   R       17/8       10/1
12.10.1879           04           E   *   E   *   R       19/1       11
12.10.1880           05           D   *   E   *   R       18/9       12/3
12.10.1881           06           D   *   E   *   R       18/9       13/4
12.10.1882           07           D   *   E   *   R       18/9       14/5
12.10.1883           08           D   *   E   *   R       18/9       15/6
12.10.1884           09           W   *  X    *   R       20/2       16/7
12.10.1885           10           W   *  X    *   R       20/2       17/8
12.10.1886           11           W   *  X    *   R       20/2       18/9
12.10.1887           12           W   *  X    *   O       17/8       19/1
12.10.1888           13           W   *  X    *   O       17/8       11
12.10.1889           14           A    *  X   *   O       13/4       12/3
12.10.1890           15           R   *   A   *   O       16/7       13/4
12.10.1891           16           R   *   N   *   O       20/2       14/5
12.10.1892           17           R   *   N   *   O       20/2       15/6
12.10.1893           18           R   *   N   *   W       19/1       16/7
12.10.1894           19           R   *   N   *   W       19/1       17/8
12.10.1895           20           R   *   N   *   W       19/1       18/9
12.10.1896           21           R   *   D   *   W       18/9       19/1
12.10.1897           22           R   *   D   *   W       18/9       20/2
12.10.1898           23           R   *   D   *   L       16/7       12/3
12.10.1899           24           D   *   D   *   L       11         13/4
12.10.1900           25           D   *   E   *   L       12/3       14/5
12.10.1901           26           D   *   E   *   E       14/5       15/6
12.10.1902           27           D   *   E   *   E       14/5       16/7
12.10.1903           28           E   *   E   *   E       15/6       17/8
12.10.1904           29           E   *   E   *   E       15/6       18/9
12.10.1905           30           E   *   R   *   E       19/1       19/1
12.10.1906           31           E   *   R   *   Y       21/3       20/2
12.10.1907           32           E   *   R   *   Y       21/3       21/3
12.10.1908           33           D   *   R   *   Y       20/2       13/4
12.10.1909           34           D   *   R   *   Y       20/2       14/5
12.10.1910           35           D   *   R   *   Y       20/2       15/6
12.10.1911           36           D   *   R   *   Y       20/2       16/7
12.10.1912           37           W   *   R   *   Y       21/3       17/8
12.10.1913           38           W   *   R   *   C       17/8       18/9
12.10.1914           39           W   *   A   *   C       09         19/1
12.10.1915           40           W   *   L   *   C       11         20/2
12.10.1916           41           W   *   L   *   R       17/8       21/3
12.10.1917           42           A   *   L   *   R       13/4       22
12.10.1918           43           R   *   E   *   R       23/5       14/5
12.10.1919           44           R   *   E   *   R       23/5       15/6
12.10.1920           45           R   *   E   *   R       23/5       16/7
12.10.1921           46           R   *   E   *   R       23/5       17/8
12.10.1922           47           R   *   E   *   R       23/5       18/9
12.10.1923           48           R   *   X   *   R       24/6       19/1
12.10.1924           49           R   *   X   *   R       24/6       20/2
12.10.1925           50           R   *   X   *   O       21/3       21/3
12.10.1926           51           R   *   X   *   O       21         22
12.10.1927           52           D   *   X   *   O       16/7       23/5
12.10.1928           53           D    *   X   *   O      16/7       24/6
12.10.1929           54           D    *   A   *   O      11         16/7
12.10.1930           55           D    *   N   *   O      15/6       17/8
12.10.1931           56           E    *   N   *   W      15/6       18/9
12.10.1932           57           E    *   N   *   W      15/6       19/1
12.10.1933           58           E    *   N   *   W      15/6       20/2
12.10.1934           59           E    *   N   *   W      15/6       21/3
12.10.1935           60           E    *   D   *   W      15/6       22
12.10.1936           61           D    *   D   *   L      11         23/5
12.10.1937           62           D    *   D   *   L      11         24/6
12.10.1938           63           D    *   D   *   L      11         16/7
12.10.1939           64           D    *   E   *   E      13/4       17/8
12.10.1940           65           W   *   E    *  E       15/6       18/9
12.10.1941           66           W   *   E    *  E       15/6       19/1
12.10.1942           67           W   *   E    *  E       15/6       20/2
12.10.1943           68           W   *   E    *  E       15/6       21/3
12.10.1944           69           W   *   R    *  Y       21/3       22
12.10.1945           70           A    *   R    *  Y      17/8       23/5
12.10.1946           71           R    *   R    *  Y      25/7       24/6
12.10.1947           72           R    *   R    *  Y      25/7       25/7
                                                                                                         


Now let’s check some noticeable facts that are connectable to the indications in The Life Path:


· The EE conjunction when he was 4 years old suggests mistaken notions of moral and sexuality. A grand and dominant person (19/1, generally regarded as the father or some male authority) transmitted such vibrations to the young Edward. Still, that person could have been a very rough woman — as it was his mother’s case.

· Letter X in the emotional position around 1887 suggests anguish or suffering in family affairs. His father died during that period, and then Crowley was raised by an uncle (note the number 19/1). Crowley referred about this time of his life as “childhood in hell”.

· In 1898, when a conjunction of 16/7 and 12/3 was taking place, he went through initiation into the mystic and influent Golden Dawn. Note that number 16 carries some destructive vibrations — often as a “positive” and “natural” kind of destruction, like the demolition of an old house in order to clean the terrain and build a new construction. Letter L in the spiritual plane emphasizes a renovation in this period (it’s well-known that the Golden Dawn was the very basis whereupon Crowley built his system).

· Around 1899 and 1900 some members of the Golden Dawn firmly objected the unprecedented fast ascension of Crowley through the degrees of the order, for they regarded him a loony. They succeeded in blocking his passage to the degree of Adeptus Minor (note the conjunction of DD and 13/4, meaning impediment, obstacle, frustration, repression). But still, the leader of the Order, McGregor Mathers, used his authority to give Crowley initiation in the referred degree, provoking a division in the order. Note the conjunction 12/3 and 14/5.

· During the EE plus 15/6 and 17/8 conjunction he received Liber AL in Cairo. Crowley sustained that this message (Liber AL) was channeled by him, who was listening to Aiwass — the messenger of Horus, regarded by Crowley as his own Guardian Angel — who revealed Nuit’s message (Nuit is represented in the Tarot Trumps by number 17). Horus is a revengeful and passionate deity. The EE conjunction indicates a great change as well as a high level of sexuality and experimentation.

· When he was 32, during the conjunction 21/3, he started his own Order after leaving the Golden Dawn). This order, A.’.A.’., Argenteum Astrum, is based on the revelation of Thelema and of the New Aeon (as everything Crowley produced since then).

· In 1909, during the transit of 14/5 (which reflects a radical exercise of freedom) he published the secrets of the Golden Dawn, which eventually destroyed the order. In this year he also divorced from his wife, Rose Kelly.

· In 1912, during the transit of 21/3, 16/7 and 17/8, he was indicated as Outer Head (that is, the great leader) of O.T.O. to English-spoken countries, and later (1925) to the world.

· During the transit of 11 and 20/2 (the numbers of Nuit and of the New Aeon, respectively) he reaches the Magus degree in Argenteum Astrum.

· In April 1920, during the conjunction of 23/5 and 15/6 (a contradictory and explosive combination) he established the Abbey of Cefalu, in Sicily. In 1923 — conjunction of 24/6 and 19/1 — he was expelled from Italy.

· In 1925, another 21/3 conjunction (generally a “benefic” conjunction) marks a great step for the magician: Crowley took the function of Outer Head for the world.

· During the transit of D in the material column, between his 52 and 56 years old, specifically during his personal year 16/7, he was extradited from France, allegedly for collaborating with the Nazis.

· Between the age of 43 and 50, an RR conjunction suggests tension, instability and maybe accidents. Between 1936 and 1939, the DD conjunction indicates money restrictions.

· Between 64 and 68 years old, the EE conjunction indicates many activities, but also lack of confidence and anxiety. By the time, he had no money left, and his bankruptcy had obviously let him down.

· During the conjunction of 25/7 (his Path of Destiny, the glyph of the magus, related to Abrasax) this influent and curious character of modern occultism passed away. He died of bronchitis and heart complications.
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I am willing to interpreting more charts of well-know people and accept suggestions.

This chart is part of my "Book of Numbers", not yet released in English, but already released in Portuguese, German, Czech and Russian.

Copyright Johann Heyss 1998