29 de ago de 2010

O Simbolismo das Letras



Na numerologia, cada letra tem seu som e seu simbolismo. Cada uma delas é relacionada a um número, e as interpretações de número e letra se confundem, evidenciando assim o vínculo entre emanações distintas de um mesmo arquétipo.

Letra A (Número 1). Dizem que esta é a letra/som mais usada na maioria dos alfabetos. É um som aberto e amplificador, representando o início, a expansão e a multiplicidade de possibilidades. Horizontes a explorar.

Letra B (Número 2).  Representa a batida, o ritmo essencial; é a percussão profunda e abissal. Tambores de guerra ou ritualísticos, bem como tímpanos solenes ou ameaçadores soam na frequência desta letra. O bater do coração em adrenalina, medo, paixão ou susto.

Letra C (Número 3).  Letra que traz em suas possibilidades sonoras a própria ambiguidade de quem combina características de seu pai (1) e sua mãe (2) arquetípicos. Por vezes, C soa como S; outras tantas como K ou Q. Tanto pode ser suave e alegre quanto impactante e agressivo, mas sempre súbito e jovial.

Letra D (Número 4). Som que enfatiza a percussão da construção, o som de pregos na madeira e de encaixe de troncos uns nos outros. O elemento terra em seu aspecto essencial.

Letra E (Número 5).  Esta letra tem um som metálico quando pronunciada de boca aberta, e soa bem gutural quando falada de boca fechada. Pode ser um cântico triste ou um alarme; pode manifestar dor ou alegria.

Letra F (Número 6).  Esta letra tem o som da respiração, ou de uma brisa contida. A letra F é como uma árvore da família, o desenvolvimento do amor e da afeição, mas também a cristalização de um desgosto.

Letra G (Número 7).  Esta letra pode soar como “guê” – o som da agressividade controlada, como um moderado ranger de dentes – ou como “gê” – um som rápido e dedicado, como uma pessoa bastante ativa, mas ainda assim dócil e pronta para colaborar. Estes aspectos diferentes da letra reforçam a surpreendente duplicidade da letra G. Também pode soar com uma espécie de R gutural na língua holandesa.

Letra H (Número 8). O som desta letra é seco e forte. Às vezes não produz qualquer som. Consequentemente, a letra H é discreta ainda que poderosa, influente apesar de introspectiva. Tem o formato de um edifício, ou mesmo de uma ponte conectando duas extremidades, delineando seu simbolismo de equilíbrio no plano material. 

Letra I (Número 9).  O som desta letra é bastante intenso, forte e às vezes alarmante ou mesmo irritante. Reflete uma pessoa em incessante atividade de corpo e mente e a fascinação pela vitalidade, podendo chegar a ponto do exagero.

Letra J (Número 10).  Um som de respiração cortada ou interrompida sugerindo energia, prontidão e cuidado. A letra J concentra em uma só personalidade um dos dois aspectos essenciais da letra G. Também pode ter a sonoridade da letra I.

Letra K (Número 11).  Uma letra forte, associada ao mito de Marte; e também a lutas, combates, revelações, descobertas, abertura, multiplicidade e determinação. Note que o influente mago inglês Aleister Crowley traçou a divisão entre a magia da velha era e a magia da nova era usando a letra K (em inglês, magic significa magia, mas Crowley rebatizou o termo como magick, o que inclui uma implicação sexual a todo o processo mágico e conduzindo a pessoa à descoberta de sua Verdadeira Vontade).

Letra L (Número 12).  O som desta letra é bastante musical, repare que quando em várias línguas se cantarola “lalalalalala”. A letra L é um símbolo de comunicação e de conquistas que resultam da diligente utilização desta qualidade: a pessoa deve falar e escrever e usar todas as formas de comunicação para alcançar o que deseja.   

Letra M (Número 13).  Letra de conforto e calor, como quando se canta um acalanto para adormecer uma criança. A última letra do mantra OM, ou seja, a parte feminina de Deus; e também a primeira letra do mantra MA, ou seja, a estrutura do mantra da Deusa.

Letra N (Número 14).  O som da letra N é ao mesmo tempo relaxado e tenso, pois é similar ao som da letra M, ainda que em M a língua repouse na boca, enquanto que em N a língua pressiona os dentes – a língua deve estar tensa para pronunciar o som de N.

Letra O (Número 15).  O som quente e envolvente desta letra pode lembrar uma cantiga de ninar (quando se trata de um O denso, como em “avô”, “cores” etc.) ou, ao contrário, uma atenção e cuidado severos (como é o caso de letras O abertas como em “hora”, “sol” etc). Pode soar como U. 

Letra P (Número 16).  Esta letra tem o som de um impacto, que pode ser um tapa, uma pancada ou algo similar. É uma letra forte que representa as implicações psicológicas internas de um evento externo que faz por derrubar estruturas.

Letra Q (Número 17).  O som produzido pelas letras Q, C e K é às vezes o mesmo. Q é o aspecto mais pesado deste som, e seu formato redonda lembra um número 0, apesar de apoiado num suporte – o que o impede de rolar como o número 0. Uma visão pronta do infinito: contradição e a busca pela lógica.

Letra R (Número 18). Um som rude e um tanto agressivo que lembra um rosnado, o som da letra R representa uma energia fluente e intensa que de repente fica cega. A explosão desta energia pode trazer os mais variados resultados.

Letra S (Número 19).  O som desta letra evoca o sibilar de uma serpente, um sinal sinuoso de suspeita e perigo. O som de um gás escapando lentamente de uma tampa ou vedação, e o som aéreo que pode se transformar em manifestação temível.

Letra T (Número 20).  Este som de percussão é como o som da batida de um coração, o som dos tambores e do ritmo da vida – como o coração da mãe que bate em harmonia com o coração de seu bebê. O formato desta letra é o de uma cruz.

Letra U (Número 21).  O som de um uivo, de desaprovação ou ainda de grande energia e comunicação: a capacidade de expressar a própria alma ao máximo, a manifestação da besta interior através da voz da juventude.

Letra V (Número 22). Tradicionalmente associada ao ar, pois sua pronúncia produz o som e o movimento do vento. A letra V produz um som tenso, ainda que o ar elimine a pressão. A tensão de 22 pode ser a condutora da transmutação que ocorre após a meditação.

Letra W (Número 23).  Esta letra pode soar tanto como uma consoante ou uma vogal, o que indica um caráter duplo – o próprio nome da letra em inglês (double u, ou seja, duplo u) enfatiza esta natureza dual. Pode soar como V ou como U.

Letra X (Número 24).  O formato desta letra – bem como no caso da letra T – é o formato de uma cruz, ainda que não em sua posição tradicional. Seu som varia, podendo ser impactante como na palavra sexo, por exemplo, ou penetrante como em Z ou S, com simbolismo permeado de alusões a prazer e sofrimento, frequentemente misturados de uma só vez.

Letra Y (Número 25).  Esta é uma espécie de variante da letra I, e seu formato de garfo sugere ambiguidade e agressividade. É uma letra angulosa, incisiva e ao mesmo tempo elegantemente singular.   


Letra Z (Número 26).  Esta letra, a última em nosso alfabeto ocidental, tem o som de um zumbido, que pode vir de abelhas, de uma máquina ou devido a alucinações auditivas. Pode representar algo enervante, mas também algo relacionado a insetos trabalhando vigorosamente em um ambiente ensolarado – como as abelhas. Pode implicar grande perigo, já que as abelhas produzem mel, mas podem atacar e até matar.

Texto de Johann Heyss. Não reproduza sem mencionar o autor e o blog.

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